O que é a ansiedade e como se produz?A ansiedade é uma resposta natural do organismo que lhe prepara para reagir (lutar ou fugir) ante um perigo real ou imaginário. É um espécie de radar que foi muito útil à humanidade em um passado perigoso.
Sem preocupações ou sem medos não poderíamos evitar as coisas potencialmente prejudiciais com as quais nos encontramos cada dia. Se trata, portanto, de uma resposta adaptativa do organismo que lhe prepara para enfrentar uma situação de perigo: o coração bate mais depressa para contribuir maior quantidade de oxigênio, os músculos ficam tensos. Todas estas atividades se desencadeiam como consequências da ativação do Sistema Nervoso Autônomo (SNA). Se trata de um sistema nervoso independente cuja atividade não está submetida ao controle direto do cérebro (pelo que lhe denomina autônomo). Por isso, quando o SNA se ativa, estaremos nervosos, mesmo quando nosso “cérebro pensante” nos diz que não existe perigo real e que nosso medo é irracional. Hoje em dia, raramente a sobrevivência nos exige fugir ou lutar. Entretanto, nosso sistema nervoso continua respondendo aos sinais de perigo e pode ativar-se ante situações que não coloquem em perigo nossa sobrevivência física, mas nosso bem estar emocional ou intelectual. Por exemplo, o SNA de uma criança pode ativar-se quando lhe perguntam na classe, quando lhe critica um professor, quando outras crianças zombam dela.
A ANSIEDADE NÃO É UMA DOENÇA, Frequentemente, esta resposta se desencadeia de forma inadequada ante situações ou estímulos que não supõem nenhum risco real para a pessoa, ou melhor aparece ante situações apropriadas mas de forma excessiva: por exemplo, quase todas as pessoas experimentam um certo nervosismo ante os exames mas, se este é excessivo, falaremos de ansiedade. Como identificar se meu filho tem um problema de ansiedade? Nem sempre é fácil identificar se uma criança tem um problema de ansiedade. A ANSIEDADE PODE Entre os muitos aspectos que a ansiedade pode adotar estão o mau humor, a irritabilidade, o comportamento agressivo, o fracasso escolar, a obstinação, a rebeldia. Frequentemente, as crianças ansiosas são etiquetas como “preguiçosas” ou “estúpidas”. Assim, uma criança, cujos primeiros dias de colégio estão marcados pela ansiedade, parecerá menos ágil, capacitado ou competente que seus companheiros, já que a ansiedade excessiva tem um efeito negativo sobre o rendimento. É, pois provável que seus professores o “etiquetem” como torpe ou pouco brilhante. Uma vez que ocorre isto, se requer uma enorme quantidade de provas em sentido contrário para que os professores mudem de opinião sobre a criança. Também pode manifestar-se sob a forma de sintomas físicos como dores de barriga, vômitos, dor de cabeça, ou ser interpretado como consequência de outros conflitos como ciúmes, mau caráter, agressividade … Todas estas manifestações são formas através das quais a criança se defende da ansiedade. Por exemplo, se seu filho tem medo do professor de matemática, é possível que sofra vômitos ou dores de barriga cada vez que tem aula com ele. Se estas artimanhas não lhe servem, é provável que evite mentalmente a situação, fantasiando durante a aula, com o qual seu rendimento será cada vez menor, ou melhor que quando tiver que fazer um exame responda com muita rapidez para evitar o mais cedo possível a situação (o que certamente lhe levará a cometer muitos erros absurdos). Lhe proporemos que responda as perguntas do seguinte questionário, que pode ajudar-lhe a determinar se seu filho sofre uma ansiedade excessiva. Como se manifesta a ansiedade? A ansiedade pode adotar formas diversas. Geralmente se dão quatro tipos de repostas de ansiedade: a ansiedade geral difusa ou crônica, os medos, as fobias e as conduta rituais ou obsessivas. A – ANSIEDADE CRÔNICA Por ansiedade geral ou crônica se entende um estado de preocupação devido a uma circunstância incerta ou inespecífica que ameaça em provocar algum dano grave. Nestes casos, a angústia mental e física que experimenta a pessoa que a sofre não pode atribuir-se a uma pessoa, anima ou situação concreta. A criança tem medo mas nada de concreto; fica intranquila, ansiosa. A pessoa que a sofre a experimenta como uma espécie de “nuvem negra” que lhe rodeia desde o momento que se desperta até o instante em que dorme. Como um estado constante de apreensão e preocupação. Como um “flutuar” no ar” como um “medo sem saber do quê”. Este excesso de ansiedade também recebe o nome de síndrome de estresse depressivo e costuma ir acompanhado de sintomas como: – Esgotamento, perca de energia e fadiga. – Perca de confiança em si mesmo e interesse pelos demais. – Diminuição das relações pessoais. – Irritabilidade: a criança se torna cada vez mais irritada, é incapaz de suportar qualquer contratempo ou frustração e tende a valorizar mais os fracassos que os êxitos. – Depressão: choro frequente, falta de amor próprio e sentimentos de indecisão (não posso fazer nada). – Problemas de saúde: dores de barriga, dores musculares (costas e pescoço), dores de cabeça, vômitos. Nas crianças, a ansiedade crônica está na base e muito problemas escolares e frequentemente dificulta a capacidade da criança para: – Assimilar as lições. Tem também importantes efeitos negativos sobre a própria imagem, auto-estima e segurança em si mesmo da criança. Há certas épocas na vida da criança nas quais pode estar especialmente propensa a padecer deste tipo de ansiedade: – Ao começar a etapa escolar. – A mudança de colégio e a necessidade de fazer novos amigos. – Ao finalizar a educação secundária com a preparação dos temidos exames. – Para a puberdade: sua mente e seu corpo devem adaptar-se as mudanças que têm lugar a esta idade. Também, certos acontecimentos importantes na vida da criança podem gerar uma ampla dose de ansiedade: – A morte de um familiar ou amigo próximo. – A separação de seus pais. – A perca de emprego do pai ou da mãe. – A mudança de domicílio. – A morte de um animal muito querido. – O rompimento com um amigo íntimo.
ESTEJA ATENTA, NESTES MOMENTOS, SEU FILHO NECESSITA B – OS MEDOS Os medos se referem à ansiedade provocada por algo que seu filho pode ver, ouvir ou experimentar: medo aos cachorros, aos estranhos, aos exames. Costumam estar acompanhados dos mesmos sintomas físicos e mentais que a ansiedade, se bem que costumam apresentar-se de forma mais intensa mas tão duradoura. Os medos variam conforme a idade da criança. As crianças dentre 0 e 3 anos temem especialmente distanciar-se dos pais e desconfiam dos estranhos. Entre os 4 e 6 anos, é a idade da imaginação transbordada, os medos aos fantasmas, os monstros, as bruxas, a escuridão. A medida que a criança se torna adulta, os medos imaginários são reempregados por outros reais. Entre os 4 e 12 anos, alguns dos medos mais comum são os seguintes: – Medo de ser ridicularizado, zombado, castigado, criticado ou sentir-se humilhado. Geralmente, estes medos infantis constituem uma etapa passageira mas podem continuar e converter-se em um problema quando: – A criança tem um temperamento ansioso e sensível. – Os pais têm medos parecidos. – A criança teve que enfrentar acontecimento estressantes. – Após uma experiência negativa de medo na vida real. – Não se fez nada para ajudar a criança superar seus medos. – Se deu muita importância ao medo. – Quando se evitam as possíveis situações que geram o medo.
COMO SEMPRE, O que fazer ante estes casos? Em primeiro lugar, prevenir o medo. Isto implica que devem evitar-se as ocasiões que provocam ansiedade. Para isso é fundamental que, em sua casa, existe um ambiente de calma e serenidade. As discussões entre os pais, uma atmosfera tensa, a irregularidade habitual dos horários o nervosismo e a agitação são fatores que não contribuem ao sentimento de segurança que precisa seu filho. UM CLIMA FAMILIAR DE CALMA E SERENIDADE É FUNDAMENTAL PARA Depois deverá tranquilizar seu filho. Tentará compreender lhe, mostrar-lhe mais afeto e não deve zombar de seus medos. Procure um momento propício para falar-lhe deles. A seguir deverá tentar uma reeducação progressiva. Assim, se seu filho tem medo à escuridão, lhe permitirá deixar uma luz ao princípio e irá diminuindo paulatinamente até tirar-lhe totalmente. Ao mesmo tempo irá tratando de inspirar-lhe autoconfiança e segurança em si mesmo. E tem especial cuidado em não utilizar o medo como meio educativo. PARA SUPERAR SEUS MEDOS DEVER IR POUCO A POUCO C – AS FOBIAS O termo “fobia” significa pânico ou medo: Diferem de outro tipo de medos em três aspectos fundamentais: – O medo é intenso, até tal ponto que a criança não seja capaz de controlá-lo. – O objeto temido não implica uma ameaça real (por exemplo, um rato ou um cachorro). – O medo é tão forte que faz com que a criança trate de evitar a situação no futuro. As fobias pelos animais e outros objetos específicos são muito comum nas criança dentre 2 e 6 anos de idade. A partir desta idade, a maioria das crianças são capazes de superar suas fobias. Se uma fobia continua até a adolescência, é provável que se mantenha na vida adulta. A melhor forma de tratar as fobias é abordada logo, antes de que se estabeleçam. O principal problema para superá-la é que a criança fóbica tenha tanto medo que faça todo o possível para evitar o objeto temido, e desta maneira nunca pode averiguar que realmente não há nele nada a temer. Pode ajudar seu filho fazendo-lhe enfrentar-se aos objetos ou situações temidas muito lentamente mediante pequenos passos escalonados. Programe cada passo com muito cuidado de forma que quando deve superá-lo apenas experimente uma ligeira ansiedade. Se nota que tem medo, é que vai muito depressa, ou os passos são muito grandes. Neste caso deverá voltar atrás até um passo que seu filho seja capaz de superar. D – CONDUTAS RITUAIS E OBSESSÕES Uma conduta ritual é uma ação repetitiva que tem um significado especial para a pessoa que a realiza. Produz uma sensação de alívio e redução da tensão. Muitas crianças dentre 5 e 10 anos apresentam condutas rituais: – Colocar em fila seus bonecos ou jogos. – Colocar sempre as coisas na mesma ordem. – Não pisar nas faixas dos ladrilhos da rua. – Repetir muitas vezes a mesma palavra ou frase . – Fazer as coisas sempre na mesma ordem. – Fazer sempre as coisas da mesma maneira (antes de dormir, tomar banho …) – Comprovar as coisas uma e outra vez. – Tocar todos os objetos de forma reiterada. Estes atos rituais costumam constituir uma forma através da qual a criança elimina sua ansiedade. Ao conservar as coisas iguais e familiares, a criança se sente mais segura. Certamente, em ocasiões, estes rituais podem chegar a dominar a criança. Nestes casos deverá pesquisar o que é que pode lhe produzir ansiedade e impedir de forma firme mas carinhosa em que realiza estas condutas. A princípio é normal que proteste. Mas ao longo, sua firmeza transmitirá a seu filho sentimentos de segurança e bem estar. As obsessões são similares aos comportamentos similares mas se diferenciam destes em que se trata de pensamentos persistentes e indesejados e são mais frequentes nos adultos que nas crianças. O que é que lhe deixa ansioso? A ansiedade costuma ser o resultado de sentimentos de inadequação ou inferioridade. Estes podem surgir como resultado de algumas das circunstâncias que a seguir detalhamos. PAIS EXCESSIVAMENTE CRÍTICOS, EXIGENTES E PERFECCIONISTAS: Se você ou seus professores criticam a criança com frequência por seus erros, se os mostram excessivamente exigentes e dão a impressão de que seu carinho ou respeito depende de seu êxito, é muito provável que a pressão que a criança experimenta por cumprir suas altas expectativas gere nela ansiedade. Neste caso, a criança está excessivamente preocupada por satisfazer as expectativas dos adultos e responder suas exigências. Isso implica uma perca de segurança, uma atitude de autocrítica, um descenso da motivação e uma imagem negativa de si mesmo. ELOGIE SEUS ÊXITOS Quando critica uma criança com frequência por suas faltas, esta acaba sentindo-se culpada. Se torna medrosa ante as nova situações e se sente insegura em suas relações com os demais. Qualquer ameaça, critica pessoal ou sugestão desfavorável aumenta seus sentimentos de insegurança. Em outras ocasiões, o medo ao fracasso não provém das altas expectativas dos pais, mas da própria criança; como quando deseja igualar os êxitos de seu irmão maior, ou parecer-se a seu pai. Há crianças que podem ir muito bem ao colégio, mas o que lhes motiva é o medo ao fracasso em lugar da necessidade de êxito. Enquanto que o que motiva a criança não é o obter um êxito, mas o evitar a todo custo um fracasso, qualquer erro gerará uma notável dose de ansiedade. PROBLEMAS FAMILIARES. Quando os pais têm problemas, discutem com frequência, têm problemas de trabalho … as crianças podem desenvolver uma ansiedade intensa. Muitos pais pensam que seus filhos não se dão conta da existência destes problemas, já que procuram não discutir na sua presença. Deve ter em conta que seu filho tem uma espécie de “radar” e detecta facilmente qualquer problema. AS RELAÇÕES COM OUTRAS CRIANÇAS: As relações com outras crianças podem ser, também, fonte de ansiedade. As ameaças por parte de um menino mais forte, as conversas dos companheiros, podem supor para algumas crianças uma ansiedade considerável. INQUIETUDES SEXUAIS: Pode originar-se com frequência como consequência de cenas vistas na televisão de filmes visto às escondidas, de brincadeiras de caráter sexual de outras crianças. Os pais devem ter em conta que a melhor forma de prevenir este problema é conversando com os filhos e adiantando-se em tratar sobre os temas de educação sexual para ser os primeiros em estabelecer as idéias positivas. PAIS INSEGUROS E ANSIOSOS: As crianças ansiosas costumam ter pais, e em especial MÃES, com altos níveis de ansiedade. Os medos específico não se passa de pais para filhos, mas o que pode ocorrer é que a criança herde um SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO mais sensível à estimulação e, portanto, uma tendência à ansiedade, uma maior vulnerabilidade à ansiedade. Mas, fundamentalmente, a ansiedade se transmite de pais para filhos através de seu comportamento. Quando os próprios pais são medrosos ou inseguros podem transmitir a criança seus medos. Se continuamente lhe advertimos possíveis perigos, se lhe superprotegemos e não lhe deixamos ser independentes, não é de estranhar que nosso filho se sinta inseguro e imite nosso comportamento . LEMBRE QUE A ANSIEDADE É Frequentemente, a ansiedade se disfarça em forma de mau humor, irritabilidade, comportamento agressivo, impulsividade e outras formas de má conduta. Além disso, muitas crianças ocultam suas inquietudes por: – Medo a que não se leve a sério. – Medo a parecer bobas ou infantis ou covardes. – Medo a que lhe repreenda, ridicularize ou humilhe. Para averiguar com certeza o que é que está preocupando a seu filho deverá observar atentamente e aprender a escutar-lhe com uma mentalidade receptiva. CADA CRIANÇA É DIFERENTE Uma forma de identificar a causa das ansiedades de seu filho é que se proponha a levar um pequeno diário de seu comportamento. Não é necessário descrições longas e detalhadas. Basta que anote brevemente o que a criança fez durante o dia junto com qualquer sintoma de ansiedade: dor de barriga, perca de apetite, pesadelos, choro. Dito em registro convém que se refira ao que ocorreu imediatamente antes e depois das manifestações de ansiedade. Anote o que aconteceu justo antes de que seu filho mostrasse sintoma de ansiedade, o momento do dia, e o lugar onde esta se apresentou (antes da aula de ginástica, quando criticou, quando viu a determinado professor), assim como o ocorrido como consequência deste comportamento: se lhe castigou, se lhe permitiu sair com uma das suas … A cabo de uns dez dias releia todas as anotações e tente ver se há algo a fazer em comum: por exemplo, pode descobrir que seu filho tem dor de barriga cada vez que tem um jogo de futebol ou que fica de mau humor cada vez que tem uma festa; estas anotações lhe darão importantes pistas do que está acontecendo com a criança. Também é fundamental que saiba ESCUTAR a seu filho: uma escuta atenta que lhe permita entender o que disse além daquilo que não disse resulta fundamental. Para isso, convém que tenha em conta as seguintes recomendações: – DEIXE O QUE ESTÁ FAZENDO: As crianças nem sempre escolhem o momento mais oportuno em que querem ser escutadas. Se está na cozinha fazendo a torta para o jantar tem duas opções: ou deixar a torta e escutar-lhe atentamente ou dizer a seu filho que nesse momento não pode escutar-lhe com suficiente atenção e logo lhe chamará para conversar com ele. Mas NÃO FAÇA AS DUAS COISAS AO MESMO TEMPO. – NÃO ESCUTE QUANDO ESTIVER ABORECIDA: Quando seu filho chega em casa com uma notificação do colégio por seu mau comportamento é provável que seu aborrecimento não lhe permita escutar as explicações que seu filho tenta dar-lhe. Não tente escutá-lo enquanto não tiver se acalmado e puder valorizar a situação de forma objetiva. – NÃO ZOMBE nem ignore os argumentos de seu filho. – ESCUTE POSITIVAMENTE. Isto implica que dever escutar com os olhos além de com os ouvidos. Reserve um tempo no qual possa prestar total atenção o qual seu filho quer contar-lhe. Uma boa hora costuma ser quando estão deitados na cama antes de dormir. Escute-lhe e trate de intervir o menos possível. Qualquer interrupção, sobretudo se for para criticar-lhe, fará com que a criança se retraia. Anime seu filho para que fala com liberdade, sem dizer-lhe nada mas escutando-lhe com interesse. Ensine-lhe que não há nada de tão ruim que não possa contar. Peça exemplos concretos dos comportamentos que lhe causam ansiedade. SABER ESCUTAR É IMPORTANTE Como posso ajudar? Se seu filho padece de algum tipo de ansiedade deve levá-lo a sério. Muitos pais dão pouca importância aos medos de seus filhos e pensam que se trata de algo que desaparecerá com a idade. Outros se aborrecem com seus filhos por considerá-los muito “moles” ou covardes. Em primeiro lugar, mantenha-se tranquila e tenha confiança em si mesma. Lembre que a ansiedade pode ser contagiosa. Brigar com a criança ou dizer-lhe que “deixe de comportar-se como uma boba”, não costuma dar resultado e frequentemente piora as coisas. Deixar passar um tempo tampouco costuma ser uma boa estratégia. Para ajudar seu filho a esforce-se primeiro em compreender sua ansiedade e os desagradáveis sintomas mentais e físicos que o acompanham. A seguir deverá esforçar-se em averiguar por que seu filho está ansioso e ensinar-lhe alguns procedimentos para combater os sintomas físicos e mentais da ansiedade. Também deverá melhorar sua auto-estima para ensinar-lhe a enfrentar-se à vida com mais confiança, segurança e boa adaptação.
UMA ALTA AUTOESTIMA É UM Do mesmo modo, as situações familiares negativas para a criança e os conflitos familiares deverão solucionar-se para que a criança encontre em sua família um ambiente relaxante, e realizar as mudanças ambientais necessárias para eliminar as fontes de ansiedade e estress inecessárias. Pode também proporcionar a seu filho algumas habilidades e recursos para que consiga enfrentar as situações conflitivas com maior confiança. ENSINAR-LHE A RELAXAR-SE Uma forma de ensinar seu filho a controlar seus medos e preocupações é ensinando-lhe a relaxar. A relação é o antídoto natural do corpo contra a ansiedade. Existem muitas formas de aprender a relaxar-se, ainda que nem todas são fáceis de aplicar com crianças. Certamente, à maioria das crianças lhes encanta que lhes ensinem técnicas de relaxamento se lhes apresentam como um jogo divertido. Algumas das técnicas mais utilizadas (que não descrevemos por questão de espaço neste livro) são as seguintes: – Manter-se cômodo e em silêncio em um quarto tranquilo – Escutar algum peça musical que lhe agrade muito. – Esticando alguns músculos e a seguir relaxando-se. Se puder, por exemplo, faça-lhe imaginar que é uma marionete com fios amarrados na cabeças mãos e pés, e faça-lhe dançar enquanto simulamos manipular os fios. A seguir simularemos que vamos cortando os fios um a um e induzindo-lhe a que relaxe. – Criando um filme mental. Lhe pediremos que imagine o mais vivamente possível uma imagem que lhe resulte muito agradável e relaxante: estar deitado na praia sentindo o calor do sol e o barulho das ondas; deitado sobre a grama ouvindo as flores: flutuando deitado sobre uma nuvem … qualquer imagem é válida sempre que se trata de um lugar muito pessoal onde a criança se sinta a vontade. Um lugar especial e privado ao qual pode voltar cada vez que se sente tenso ou ansioso, – Através de imagens que se associam com um estado de relaxamento. – Penando em uma experiência passada feliz. – Escutando uma música com instruções especiais sobre relaxamento. – Respirando profundamente. Como enfrentar situações cotidianas? Entre os 5 e os 12 anos há algumas áreas nas quais a ansiedade tem mais probabilidades de aparecer. A – ANSIEDADE ANTE O COLÉGIO: Este tipo de ansiedade é muito comum e pode aparecer como consequência da preocupação por uma avaliação determinada, ou pela atitude de algum professor em real. Também pode reforçar-se para que a criança se sinta incapaz de superar as tarefas que deve realizar no colégio. Em ocasiões a recusa em ir ao colégio é consequência, não do que ocorre, mas do que pode ocorrer em casa enquanto ela está ausente: por exemplo, se a mãe está doente, se há problemas entre os pais … – Se se sente triste e mau humorado nos últimos dias de férias. – É mais propenso a doenças benignas durante o curo escolar. – Chora quando tem que ir ao colégio. – É infeliz por culpa de uma ou mais das avaliações escolares. – Costuma voltar em casa, do colégio, de mal humor. Nestes casos deverá averiguar se existe alguma boa razão para que a criança se comporte assim. É possível que outras crianças estejam lhe aborrecendo ou intimidando ou inclusive que o problema seja o próprio professor. Deverá, além disso, assegurar-se de que seu filho se sente capaz de realizar o trabalho escolar ou pensa que lhe resulta muito difícil. Se seu filho mudou recentemente de colégio é possível que sinta medo aos desconhecidos: que não saiba onde estão os serviços, onde sentar-se, onde deixar sua lancheira … nestes casos deve falar com seu filho e advertir-lhe que a princípio tudo parecerá um pouco estranho, mas que ninguém lhe importará que lhe pergunte. Uma boa medida pode ser levar seu filho ao colégio antes de que comece o curso para que o conheça, para que tenha uma idéia de onde está cada coisa e que conheça a seu professor antes de começar o curso. AUMENTE SUA CONFIANÇA Converse com seu filho e faça-lhe ver que a melhor forma de conseguir que não zombem dele é dar menos importância possível a estas conversas. Desta forma se converterá em uma vítima carente de interesse. Não tente convencer-lhe de que seja o “galinho” como uma criança fraca patética digna de pena mais que como a uma pessoa especial e medrosa. Que lhe conforme em lugar de fugir. Pode, também, ensinar-lhe a utilizar técnicas de relaxamento ou imagens mentais para aumentar sua segurança e para que seja capaz de receber as ameaças e insultos sem assustar-se nem enfurecer-se. Não recorra imediatamente a seu professores ou aos pais da criança agressiva para queixar-se. É preferível deixar que seu filho com seu apoio, resolva o problema por si próprio. Unicamente deverá intervir quando este medo se prolongue durante mais tempo ou as brigas se tornam mais violentas . Averiguar de que habilidades sociais seu filho carece que lhe façam converter-se frequentemente na vítima dos demais. Se não existe uma razão suficiente ou compreensível para não querer ir ao colégio então deve acentuar sua firmeza para obrigar a criança a ir. Se seu filho observa que duvida ou cede, lhe será cada vez mais difícil conseguir que vá. É possível que seu filho se queixe dizendo estar doente ou que está com dor de barriga e inclusive que vomite. Nestes casos assegure-se de que não está doente. Se tem dúvidas coloque-lhe o termômetro. Se não tem febre, o certo é que vá ao colégio. OS PAIS DEVEM ESTAR Enquanto trabalha não é conveniente que esteja com ele. É importante que esteja a sua disposição durante o momento dos deveres para ajudar-lhe a resolver suas dúvidas. Enquanto lhe ajuda, permaneça tranquilo e paciente, ainda que seu filho se engane. E não lhe dê todas as respostas. Invente problemas similares que lhe sirvam de exemplo sobre a melhor forma de encontra por si próprio as respostas |
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Fonte: Livro “Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 6 a 12 anos” |
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Daniela Fany Nogueira Depolli – Psicóloga – CRP 06/94236
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