Sigilo na Terapia do Adolescente: O que os Pais Precisam Saber
O sigilo profissional é um dos princípios éticos mais importantes da Psicologia. Quando um adolescente inicia a terapia, é comum que os pais tenham dúvidas sobre quais informações podem ou não ser compartilhadas pelo psicólogo.
O sigilo na terapia do adolescente tem como objetivo proteger a privacidade e garantir um ambiente seguro para que o jovem possa expressar seus pensamentos, sentimentos e dificuldades com confiança.
De acordo com o Artigo 9º do Código de Ética Profissional do Psicólogo:
“É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.”
Por que o sigilo é importante na terapia do adolescente?
O sigilo fortalece o vínculo terapêutico e contribui para que o adolescente se sinta acolhido e seguro durante o processo psicológico.
Quando existe confiança na relação com o psicólogo, torna-se mais fácil abordar questões emocionais importantes, como ansiedade, dificuldades escolares, conflitos familiares, autoestima e relacionamentos.
Além disso, o respeito à confidencialidade permite que o tratamento seja mais efetivo e contribui para o desenvolvimento emocional saudável do adolescente.
O psicólogo pode contar aos pais o que acontece na sessão?
A comunicação entre o psicólogo e os responsáveis é uma parte importante do processo terapêutico. Os pais têm o direito de participar do tratamento e receber orientações que possam favorecer o bem-estar do filho.
No entanto, essa participação deve ocorrer de forma equilibrada, respeitando a privacidade do adolescente.
O Artigo 13 do Código de Ética estabelece:
“No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem medidas em seu benefício.”
Dessa forma, o psicólogo pode compartilhar informações gerais sobre o processo terapêutico, como objetivos da terapia, estratégias utilizadas e orientações que auxiliem a família a oferecer suporte adequado em casa.
Quais informações permanecem em sigilo?
Os conteúdos pessoais compartilhados pelo adolescente durante as sessões devem ser preservados.
Detalhes sobre pensamentos, sentimentos, experiências e conflitos relatados em terapia não são repassados aos responsáveis, exceto em situações específicas que envolvam risco à integridade física ou emocional do paciente ou de terceiros.
Esse cuidado é fundamental para construir uma relação de confiança e garantir a eficácia do acompanhamento psicológico.
A confiança é parte essencial do tratamento
O sigilo profissional não afasta os pais do processo terapêutico. Pelo contrário, ele cria condições para que o adolescente se sinta seguro para falar sobre suas dificuldades, favorecendo intervenções mais assertivas e um desenvolvimento emocional mais saudável.
Quando família e psicólogo trabalham em parceria, respeitando os limites éticos da profissão, o tratamento tende a gerar resultados mais positivos para todos os envolvidos.







